A Justiça paraguaia confirmou nesta quarta-feira ter ordenado a libertação de dois dirigentes políticos partidários do ex-general golpista Lino Oviedo, que organizaram as ruidosas manifestações antigovernamentais da véspera. 

Outro dirigente oviedista que se encontra na clandestinidade anunciou que está realizando gestões para obter asilo diplomático.  

Os líderes Julio César Vasconcellos e Bernardino Cano Radil foram detidos ontem após a a manifestação de apoio a Oviedo iniciada na segunda-feira à noite e na qual seus seguidores exigiram a renúncia do presidente Luis González Macchi. 

Ambos ignoraram a ordem governamental de desocupar a praça onde se encontra o Palácio do Congresso, onde permaneciam concentrados desde sábado centenas de partidários de Oviedo. A polícia os dispersou com jatos d?água e gás lacrimogêneo, deixando 50 feridos e detendo 250. 

O promotor Alejandro Nissen anunciou a libertação de Vasconcellos e de Cano Radil, mas disse que outros dois dirigentes dos protestos, o oviedista Hermes Rafael Saguier e Roberto Aseretto, do opositor Partido Revolucionário Freberista, continuam foragidos.

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