"Vamos buscar o resultado. É sempre importante um bom resultado fora de casa." A
frase do goleiro Rogério Ceni define bem a postura que o São Paulo teve até aqui
na Copa Libertadores da América. Desde o início da fase de mata-mata, o time do
Morumbi sempre abriu vantagem no primeiro jogo e se deu ao luxo de usar a
segunda partida para administrar a classificação.

Foi assim contra
Palmeiras, Tigres e River Plate. No clássico brasileiro, o São Paulo levou a
melhor nos dois jogos: 1 a 0, no Parque Antártica, e 2 a 0, no Morumbi. Diante
do Tigres, os 4 a 0 dentro de casa deram tranqüilidade suficiente para jogar no
México (derrota por 2 a 1). E no confronto contra os argentinos, mais uma vez, o
resultado do primeiro jogo foi suficiente para a equipe administrar a
classificação (2 a 0, em casa, e 3 a 2, na Argentina).

Não deve ser
diferente na decisão contra os paranaenses, apesar de muito respeito. "Acho que
o Atlético tem um estilo parecido com o do São Paulo, com bastante força e que
não desiste nunca. É uma equipe ótima, altamente competitiva e de alta qualidade
técnica. Teremos de estudá-los muito bem durante esses dias antes do primeiro
jogo", disse Ceni.

A confirmação de que o jogo será no Estádio Beira-Rio,
em Porto Alegre, agradou a todos. "Eles se surpreenderam em chegar à final e
quando perceberam já era tarde", disse o superintendente de futebol, Marco
Aurélio Cunha

O técnico Paulo Autuori, no entanto, mostrou-se
indiferente. "Quem tem de se preocupar com isso são os dirigentes. Não posso
perder o foco dessa final por causa dessas coisas. Eu tenho de preparar o time
para jogar até em Marte", exagerou o treinador. Autuori só não quer que sua
equipe ganhe o rótulo de favorito. "O Atlético é um grande rival e não existe
favorito", afirmou.

O time volta a treinar nesta segunda-feira à tarde.
O "Expressinho" sai de cena para a volta dos titulares de Autuori. Todos estão
liberados para o primeiro jogo da final.