O anteprojeto de lei elaborado do governo federal para tratar da mobilidade urbana foi apresentado na manhã desta quinta-feira (8) em Curitiba para vereadores, técnicos da área de trânsito e transporte, representantes de prefeituras e organizações não-governamentais. O diretor de regulação e gestão do Ministério das Cidades, Alexandre Gomide, comentou a proposta de lei ponto-a-ponto, e explicou a necessidade de priorizar o transporte coletivo.
"Quando alguém opta pelo transporte individual e usa o carro, causa impacto em toda a sociedade porque gera mais congestionamentos e poluição. O benefício vai para uma pessoa só, e os custos são divididos por toda a sociedade", afirmou. Quando os moradores das cidades escolhem o transporte coletivo, toda a comunidade sai ganhando. "Quanto mais se usa o transporte coletivo, mais o serviço melhora, a oferta de linhas e horários aumenta, a poluição e os congestionamentos são reduzidos e até a tarifa pode diminuir por causa do aumento no número de passageiros", explicou. Alexandre.
Essa diretriz, segundo o diretor do Ministério das Cidades, já é seguida por Curitiba. "Curitiba é um exemplo mundial de cidade que fez uma opção pela mobilidade", disse ele. O secretário nacional de transporte e mobilidade urbana, José Carlo Xavier, também destacou a participação da cidade no debate nacional sobre o tema. "Curitiba já demonstrou ter a consciência da importância da mobilidade e tem nos ajudado ativamente no aprimoramento do projeto", afirmou.
O diretor de trânsito da Urbs, Gilberto Foltran, elogiou a iniciativa do governo federal de discutir o tema e planejar formas de garantir o deslocamento rápido, eficaz e seguro das pessoas na cidade. "Mobilidade urbana tem que ser direito de todos, independente se são pessoas carentes, portadores de necessidades especiais, se usam carro, se andam de ônibus. Mas é preciso equilibrar essas necessidades, e a lei deve ?costurar? todos esses aspectos do problema e dar um norte para as administrações públicas agirem nesse sentido", disse Foltran.