O presidente da CPI da Compra de Votos (Mensalão), senador Amir Lando (PMDB-RO), abriu há pouco os trabalhos da comissão que vai ouvir hoje o seu primeiro depoimento: o do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) autor das denúncias do esquema do mensalão. Ao lado do relator, deputado Ibrahim Abi Akel (PP-MG), Lando iniciou os trabalhos fazendo uma série de considerações sobre os procedimentos que deverão ser adotados pela CPI.

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Ele pediu aos integrantes da comissão que sejam concisos nos seus questionamentos, que evitem longos discursos e que não adotem postura violenta contra depoentes. "Vamos ver se damos exemplo à Nação de conseguirmos as informações com inteligência e não com virulência", disse o presidente da CPI. Lando também insistiu aos integrantes da comissão que não adotem postura de ameaçar testemunhas com voz de prisão, mesmo quando os depoentes assinarem o termo de compromisso de dizer a verdade e mintam durante o depoimento.

"A comissão não é delegacia de polícia e não vamos adotar essa postura de ameaçar prender alguém. A prisão só pode ser anunciada em caso de desacato à autoridade flagrante", observou. "Mesmo se a testemunha mentir, tendo assinado o termo de compromisso com a verdade, e configurado o crime de perjúrio, não cabe a nós julgar, mas sim ao Poder Judiciário decidir. Portanto, ninguém precisa vir aqui munido de habeas-corpus", acrescentou.

O deputado Roberto Jefferson ainda não ingressou no plenário da comissão. Ele aguarda em uma sala ao lado. Neste momento os integrantes da comissão fazem um debate com o senador Amir Lando para detalhar os objetivos da CPI e como será a condução dos trabalhos ao longo da sessão.

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