Lançada em Bandeirantes nova variedade de uva fina de mesa

A mutação observada pelo viticultor Sebastião Braz Ferreira, de Bandeirantes, no seu parreiral com variedade rubi na safra de 2000, já responde por 15 hectares cultivados por 13 produtores rurais no município. Em 6 hectares colhidos neste final de safra, a média de produtividade está de 5 a 6 caixas (de 5kg cada) por planta. Borbulhas de enxertia já estão sendo cultivadas em diversos municípios do Paraná, entre os quais Marialva, Uraí e Assai, e de São Paulo, como Pilar do Sul, Jales e São Miguel Arcanjo.

É a primeira colheita expressiva da uva rubi bandeirantes, lançada na tarde da última sexta-feira (25), na sede da Associação de Desenvolvimento Comunitários das Três Águas ? Adecot, em Bandeirantes, durante o encontro da uva fina de mesa, na presença de 110 participantes, vindos dos diversos municípios vitícolas do Paraná. Presentes também representantes de associações de viticultores, além de Humberto Amaro Feltrin, prefeito de Marialva, considerado o principal pólo paranaense da uva fina de mesa.

O evento promovido pelo Governo do Paraná, através da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e Programa Paraná 12 Meses e realizado pela Emater, Secretaria Municipal de Agricultura e Adecot, foi responsável por um amplo debate entre os viticultores com especialistas, visando unificar procedimentos para a comercialização segura da safra. E serviu ainda para promover um maior integração entre as associações de produtores de uva fina de mesa e de uva rústica e incentivar a adoção de novas tecnologias do setor.

Para o agrônomo Élcio Felix Rampazzo, implementador do Projeto Frutinorte, da Emater, além do lançamento da rubi bandeirantes, foram apresentadas novidades importantes para o setor, como o decreto do prefeito de Marialva para coibir e punir a comercialização da uva verde com brix (teor de açúcar) abaixo de 14o, o cultivo da uva sem semente como oportunidade futura, a adoção do plástico branco que reduz a ocorrência de doenças aos frutos e folhas durante o período chuvoso e como conseqüência permite reduzir o uso de agrotóxicos.

Ao receber em nome dos 96 associados uma placa de homenagem das mãos do prefeito de Bandeirantes, José Fernandes da Silva, o presidente da Adecot, Wanderley Aparecido da Silva, destacou as qualidades mercadológicas da uva rubi bandeirantes: ?É planta de ótima produção e as bagas de coloração mais escura em relação a rubi tradicional. A cor chega mais rápida e a espera fica só no aumento do brix, colhida acima de 14o. Os tradicionais compradores de uva só querem a bandeirantes pelos atrativos da cor e da doçura, qualidades exigidas pelos consumidores. É comercializada com 10% a 20% acima do preço da rubi comum, direto na propriedade?, assegura.

Wanderley fez, no entanto, um alerta aos futuros viticultores da uva rubi, para que ?sejam conscientes e só colham no brix certo, evitando queimar a boa imagem conquistada por ela no mercado comprador?.

A viticultura de Bandeirantes, nascida na década de 70 após a decadência do algodão, com incremento de área nos anos 80, é hoje desenvolvida por 105 produtores em 220 hectares e uma produção de 22 toneladas por hectare em cada safra. A normal é colhida de novembro até janeiro e a temporã de abril até junho. São produzidas no município as uvas das mutações da Itália, como rubi, benitaka, brasil e a atual rubi bandeirantes.

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