São Paulo – O ex-coordenador de campanha de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda, negou que tenha entregado a mala com o dinheiro que seria usado para comprar o dossiê contra políticos do PSDB e outros partidos, num hotel em São Paulo, no último dia 15.

Lacerda depôs durante cinco horas à Polícia Federal de São Paulo e saiu sem se pronunciar, pouco depois das 16 horas. Foi seu advogado, Carlos Alberto Toron, que negou a entrega do dinheiro (R$ 1,7 milhão) e deu outra versão para o conteúdo das malas que aparecem com o ex-coordenador de campanha nos vídeos do circuito de segurança do hotel: uma conteria um notebook e outra, material de campanha de Mercadante.

?[Lacerda] não foi indiciado e respondeu todas as perguntas?, afirmou o advogado. ?Ele não participou de nenhuma negociação?.

Lacerda prestou depoimento ao delegado da Polícia Federal Diógenes Curado e ao procurador da República Mário Lúcio Avelar, responsáveis pela investigação. O próximo a depor é Freud Godoy, ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com os depoimentos desta sexta-feira (29), a Polícia Federal espera desvendar a origem do dinheiro apreendido com Gedimar Passos e Valdebran Padilha, que foram presos em flagrante. Na ocasião, eles mencionaram "um tal de André", personagem que até o momento permanece uma incógnita – pelo menos para o público, já que a investigação corre em segredo de Justiça.