Justiça veta liberação de R$ 1,5 bilhão do governo

O governo sofreu derrota nesta semana na Justiça Federal, que decidiu suspender efeitos da medida provisória 324, do dia 5 de outubro. A MP liberou crédito extraordinário de mais de R$ 1,5 bilhão. A liminar é da juíza substituta Candice Lavocat Galvão Jobim, de Brasília.

A decisão foi tomada em ação popular movida pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE). O dinheiro tinha como destino o pagamento de subvenção econômica ao prêmio de seguro rural, manutenção do Sistema Integrado de Comércio Exterior, instalação do Centro de Inteligência Policial Compartilhada de Crime Organizado, combate à gripe aviária, atualização do cadastro único e controle do cumprimento das condições relativas ao Bolsa-Família.

A magistrada concluiu que a liberação de crédito extraordinário tem de cumprir o que está previsto na Constituição, ou seja, o dinheiro pode ser liberado somente para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, o que não acontece neste caso. ?Verifica-se claramente que não se está diante de hipóteses às quais a Constituição Federal autorizou a abertura de crédito extraordinário?, afirmou.

A juíza – filha do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ilmar Galvão e nora do também ministro aposentado do STF Nelson Jobim – observou que a Constituição não autoriza o uso de MPs para tratar de matérias relativas a planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares. ?O administrador não pode lesar esses valores por meio de ato ilegal.? Ela disse que não foi evidenciada necessidade de usar o artifício constitucional da abertura de crédito extraordinário que serve para evitar situação de calamidade pública.

Grupos de WhatsApp da Tribuna
Receba Notícias no seu WhatsApp!
Receba as notícias do seu bairro e do seu time pelo WhatsApp.
Participe dos Grupos da Tribuna
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.