O editor-chefe da revista Playboy indonésia não violou leis de indecência na mais populosa nação muçulmana do mundo e não terá de cumprir pena de prisão, julgou nesta quinta-feira (5) a Corte Distrital de Jacarta do Sul, enfurecendo religiosos fundamentalistas. Erwin Arnada poderia ser sentenciado a até dois anos e meio de prisão por ser responsável pela publicação da revista, que, na versão indonésia, apresenta fotos de mulheres em lingerie, algumas com os seios levemente descobertos.

continua após a publicidade

Apesar de as fotos serem menos reveladoras do que as mostradas por muitas outras revistas do país, conservadores exigiram imediatamente o fechamento da versão "light" da Playboy indonésia assim que ela chegou às bancas um ano atrás, tanto entrando com um processo contra a publicação como apedrejando sua sede.

Hoje, o juiz Efran Basyuning, considerou que as fotos apresentadas durante o julgamento de um mês não podiam "ser classificadas como pornografia" – um veredicto saudado pelo editor Arnada como uma vitória da liberdade de expressão. "A Playboy indonésia agradece aos leitores e anunciantes que apoiaram a revista durante esse momento difícil", disse ele na corte, cercada por 600 policiais. A esperada violenta reação dos fundamentalistas não se materializou.

continua após a publicidade