A Justiça Federal de São Paulo proibiu, a partir da zero hora do dia 8 de fevereiro, as operações dos aviões Fokker 100 e dos Boeing 737-800 e 737-700 no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. A decisão, tomada na noite desta segunda-feira (5), decorre de uma ação do Ministério Público (MP) que pede reformas imediatas na pista principal do aeroporto devido as constantes derrapagens de aeronaves.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já anunciou que vai recorrer da sentença. "Vamos recorrer porque entendemos que a medida vai afetar os interesses dos usuários", disse a diretora da Anac, Denise Abreu. Segundo Denise, a decisão da Justiça de São Paulo, além de afetar os interesses dos usuários, sobretudo por causa da proximidade do feriado de carnaval, onde o fluxo de vôos é maior, também afeta os interesses das empresas que operam com esses aviões.

A diretora da Anac informou que a Ocean Air será uma das companhias duramente afetadas com a decisão porque a empresa só opera com Fokker 100 e a maior parte de seus vôos está concentrada no aeroporto de Congonhas. Ela disse que a Varig e a Gol também serão afetadas com a medida.