As projeções das taxas de juros a partir dos contratos futuros de depósitos interfinanceiros (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) estão em leve alta no início do pregão. O vencimento de janeiro de 2008 projetava, às 10h25, taxa de 11,35% ao ano, ante 11,33% no encerramento da sessão ontem. O DI de janeiro de 2009 está em 10,62% ao ano (10,56% na quarta) e o DI de janeiro de 2010 projeta 10,32% ao ano (10,27% na quarta).
As declarações de Alan Greenspan (ex-presidente do banco central americano) ontem, fazendo alertas sobre o risco de uma "correção dramática" nas bolsas chinesas, pegaram o mercado internacional em um momento técnico frágil. E, portanto, o mercado local ficará bastante atento à possibilidade de ajustes nos preços lá fora.
Há alguns dias, investidores estrangeiros já vinham reduzindo suas posições vendidas em juros na BM&F, movimento considerado natural por profissionais. Esses players estariam embolsando os amplos ganhos obtidos nos últimos meses – o que, nem de longe, significaria uma redução no apetite pelo risco Brasil. "Ao contrário, o investidor estrangeiro reduz posição vendida em juros para aplicar em outros ativos, inclusive em papéis do Tesouro", observa. Ontem, com a correção de preços no exterior, o movimento foi intensificado: o total de posições vendidas em aberto por parte de estrangeiros foi de 153 mil contratos. E ganhou a adesão de players locais também. "Muita gente estava esperando o primeiro dia de alta das taxas para realizar, e isso aconteceu ontem", afirma um operador.