O ministro da Fazenda, Guido Mantega, determinou à sua equipe que prepare novas medidas para reduzir os juros cobrados pelos bancos nos empréstimos a empresas e pessoas físicas, considerados hoje muito elevados. O tema volta à pauta sem que o "pacote" que combate o custo dos financiamentos, lançado há oito meses, tenha sido implementado em sua totalidade. As poucas medidas que já saíram do papel tiveram um efeito modesto.

Ainda assim, o ministro segue anunciando sua disposição em resolver o problema. Na sexta-feira passada, disse que fará uma reunião nos próximos dias com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para buscar uma solução negociada. Mantega acha que ainda há muita "gordura" para ser cortada no chamado spread bancário, que é a diferença entre o que as instituições financeiras pagam para captar recursos e as taxas cobradas nos empréstimos. Na prática, o spread é aquele pedaço do juro ao consumidor que cobre os custos administrativos, o lucro e o risco de crédito do banco.

A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) foi incumbida de investigar se há abusos dos bancos na cobrança de juros e tarifas.