A ampliação dos investimentos nos estados em centrais de penas alternativas para pessoas que cometeram pequenos delitos, como furtos, calúnia, lesão corporal leve e consumo de drogas, foi um dos pontos defendidos hoje (23) pelo diretor geral do Departamento Penitenciário Nacional, ligado ao Ministério da Justiça, Maurício Kuehne.

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?Os réus que cumprem penas alternativas, cerca de 180 mil no Brasil e mais de 15 mil em Pernambuco, têm reincidência escassa na prática de novos delitos e representam custo baixo para monitoramento, estimado em R$50 mensais. Os presos dos estabelecimentos prisionais demandam gastos de R$ 1 mil por mês?.

O assunto está sendo debatido durante o 2º Congresso Nacional de Execuções Penais e Medidas Alternativas, aberto ontem à noite.  O evento segue até amanhã (24), no Recife. A idéia é discutir questões sobre a realidade nacional da execução penal e propor alternativas nesse sentido.

Segundo Márcia de Alencar, da coordenação geral do programa de penas alternativas do Ministério da Justiça, é preciso aumentar a rede social de monitoramento das pessoas que precisam cumprir sentenças judiciais de prestação de serviços à comunidade, inserindo os indivíduos também em políticas sociais de base, por meio de programas de educação e profissionalização que resultem na geração de emprego e renda.

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Para o ministro do Suprerior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp, a pena alternativa vem sendo usado de forma limitada no Brasil por causa da deficiência no acompanhamento do cumprimento das sentenças, por parte do Judiciário e do Ministério Público.

Por outro lado, acrescentou Dipp, ainda se considera a aplicação da medida como um prêmio, em vez de compreendê-la como uma ação positiva no sentido de inserir novamente na sociedade os que cometeram pequenos delitos.

O congresso, promovido pelo Ministério da Justiça, reúne juizes, promotores, advogados e outros profissionais das áreas policial e médica.

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