Juíza tem sigilo quebrado pela CPI dos Bingos

Brasília (AE) – A CPI dos Bingos aprovou requerimento do senador Flávio Arns (PT-PR) e quebrou o sigilo bancário, fiscal e telefônico da juíza da 17ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Maísa Giudice. Ela também foi convocada para depor, em data ainda a ser marcada. Há suspeitas sobre a isenção de liminares concedidas pela juíza, em favor da multinacional Gtech, em briga judicial com a Caixa para renovar contrato de exclusividade no processamento das loterias federais.

Essa suspeita foi o único ponto comum entre os depoimentos do ex-diretor de tecnologia da Caixa, Mário Haag, e do vice-presidente Paulo Bretas. Segundo eles, a Gtech obteve liminares até mesmo para proibir a Caixa de fazer licitação pública e mudar o processamento das loterias. Segundo Bretas, Maísa chegou a proibir a Caixa de se pronunciar nos autos. "Isso era quase perda do direito de defesa."

Já Mário Haag afirmou que, em certa ocasião, após uma conversa sobre a renovação do contrato, os advogados da Gtech voltaram à sede da Caixa minutos depois, já tendo em mãos uma liminar contra a instituição.

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