Em meia hora, o juiz da Corte Federal de Nova York Brian M. Cogan rejeitou todos os pedidos de extensão de prazos e deu 30 dias para ExcelAire e Honeywell darem explicações sobre o acidente com o Boeing da Gol em Mato Grosso, em 29 de setembro. Inicialmente, as empresas sugeriram que a coleta de informações poderia ir até 2009. Depois, sugeriram ir até abril, sem conseguirem a atenção do juiz. Por conta dos recursos legais, até 23 de abril Cogan decidirá se as famílias brasileiras de vítimas podem acionar as empresas em Nova York.

Advogados da ExcelAire e da Honeywell dizem que a ação deve ocorrer somente no Brasil porque se trata de um acidente na Amazônia, sob o controle do tráfego aéreo brasileiro. Os advogados das 22 famílias que iniciaram o processo rebatem dizendo que o acidente não teria ocorrido se os pilotos da ExcelAire ‘tivessem seguido as regras de aviação internacional, tivessem melhor treinamento por parte da companhia e se o transponder da Honeywell estivesse funcionando’. ‘Os pilotos e o transponder são os principais responsáveis pelo acidente’, diz Lexi Hazam da Lieff, Cabraser, Heimann & Bernstein. ‘E, neste caso, por que não processá-los em casa (nos Estados Unidos)?