O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial, admitiu hoje a possibilidade de realizar um novo leilão da Varig, caso a Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) não consiga cumprir as exigências feitas nesta segunda-feira pela Justiça do Rio – o que automaticamente invalidaria sua proposta vencedora, de US$ 449 milhões. Entre as condições está um prazo de 48 horas para que a TGV explique a origem dos recursos que pretende utilizar na transação, sobretudo quanto à emissão de R$ 500 milhões em debêntures que seriam dadas em pagamento

Ele explicou que o processo de recuperação judicial não permite a compra direta da Varig, uma vez que houve um leilão com uma proposta vencedora. Dessa forma, a eventual recusa da oferta da TGV demandaria uma nova disputa via leilão – em data ainda a ser definida. "Se o investidor quiser se associar à NV (consórcio liderado pela TGV), pode. Aliás, acho que esse é o caminho." De acordo com Ayoub, não há impedimento para que uma empresa faça um aporte de capital no grupo vencedor do leilão

O juiz, entretanto, não quis comentar rumores de que a TGV estaria negociando a entrada de novos grupos (TAP, Brookfield ou OceanAir) em seu consórcio. "Isso é especulação pura (…). Hoje escutei o dia inteiro que haveria propostas de A, B ou C", ressaltou. "Isso não compete ao Judiciário. Eu (a Justiça) não participo de negociações com investidores. Não podemos fazer isso.