São Paulo (AE) – O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), negou que soubesse que o comitê financeiro dele na campanha presidencial de 2002 manteve contato telefônico com o publicitário Cristiano Paz, sócio do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como operador do "mensalão".
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"Como é que eu poderia ter conhecimento disso? Se houver incidência de algum problema, a gente vai examinar, vai investigar." Serra criticou também o candidato a presidente nacional do PT Ricardo Berzoini (Campo Majoritário), classificando-o de "político desqualificado" por causa da cobrança feita por ele de que as investigações deveriam se estender também a políticos do PSDB.

Após visitar obras na Vila Prudente, zona leste da capital paulista, na manhã de hoje, o prefeito de São Paulo irritou-se, ao ser questionado sobre as declarações que Berzoini fez, na sexta-feira (07), de que as apurações estão concentradas apenas no PT e que deveriam se estender também aos tucanos, sobretudo às ligações de Valério com alguns deles, como o presidente nacional da legenda, senador Eduardo Azeredo (MG).

"Tem 999% (de denúncias) do PT e o Berzoini agora virou advogado dos que transgrediram a lei, advogado de corruptos. Está sendo eleito, provavelmente, presidente do PT e presidente de uma banca de advogados para defender a corrupção e o abuso no Brasil", afirmou.

As críticas de Serra estenderam-se também ao período em que o candidato do Campo Majoritário a presidente nacional do PT foi ministro da Previdência Social e protagonizou o incidente com o recadastramento de aposentados no País.

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"Ele é o famoso homem que maltratou os velhinhos aposentados, lembram-se?", indagou o prefeito. Serra continuou: "Portanto, é um sujeito que persegue os velhinhos, protege os corruptos, enfim, é uma pessoa absolutamente desqualificada para deitar regras para os outros e ele é um político desqualificado."