“Ovação pelo presidente brasileiro no Fórum de Davos”, destaca a edição de hoje do jornal italiano Corriere della Sera, que também informa que “Lula pediu aos ‘potentes’ um pacto contra a fome e a abertura de um fundo financiado pelos países ricos, que constituem o G-7”.

Segundo a publicação, Lula fez este apelo “olhando fixamente nos olhos de todos os líderes políticos e de milhares de presidentes de multinacionais, executivos e banqueiros que, para escutá-lo, lotaram o enorme salão do congresso de Davos. A sua intervenção era a mais esperada do evento”.

“Pouco antes, da mesma tribuna, falou o secretário de Estado americano, Colin Powell, recebendo um respeitoso aplauso. Mas, para ele, o ex-menino da favela que se tornou o primeiro presidente da esquerda na história do Brasil, a platéia de Davos se abriu em ovação”, informa o Corriere.

O La Reppublica, outro jornal da Itália, também destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer ser o mensageiro da grande esperança que nasceu no Brasil. “‘Convido-vos a ver o mundo de modo diferente desta montanha encantada’, afirmou o líder num aplaudidíssimo discurso diante de milhares de empreendedores, chefes de Estado e políticos expoentes reunidos em Davos para o Fórum Econômico Mundial”, descreve o jornal. A publicação também enfatiza que, “para Lula, se os participantes do Fórum Social de Porto Alegre e aqueles do encontro em Davos sentassem em torno à mesma mesa, descobririam muitas coisas em comum, mais do que poderiam imaginar. ‘Dez anos depois da queda do muro de Berlim, subsistem outros muros. O muro entre os que comem e os que têm fome, o muro que separa quem tem trabalho dos desempregados, o muro entre os que lêem e escrevem, e os analfabetos. Necessitamos de uma nova ética’, insistiu Lula.”