Foto por: Martin Bernetti

O técnico do Chile, Marcelo Bielsa, terá no jogo contra o Brasil nesta segunda-feira uma chance de se vingar da derrota para a seleção pentacampeã que amargou na final da Copa América em 2004, no Peru, ainda à frente da Argentina.

A seleção brasileira de fato é historicamente melhor do que a chilena, pelo que uma vitória do Chile certamente teria um gosto de revanche para o técnico argentino.

Naquele 25 de julho de 2004, o Brasil levou a Copa América nos pênaltis, depois de empatar a partida no final (2-2) diante de 50.000 espectadores no Estádio Nacional de Lima.

A Argentina abriu o placar aos 21 com gol de Kily González, e o empate chegou aos 45 graças a Luisão. Os argentinos viraram aos 42 do segundo tempo, por meio de Delgado, mas Adriano empatou três minutos depois, quando Bielsa e sua equipe já comemoravam o título.

Nos pênaltis, o Brasil fez 4-2, com Adriano, Edu, Diego e Juan, enquanto González e Juan Pablo Sorín marcaram pela Argentina, que teve falhas de D’Alessandro e Heinze.

Bielsa renunciou ao cargo na seleção argentina no fim de 2004, depois do vice-campeoanato na Copa América e o ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas.

A imprensa argentina de fato nunca o perdoara pelo fracasso na Copa de 2002, na Coreia do Sul e Japão, mas voltou a elogiá-lo em 2008 pelo que conseguiu no Chile.

A África do Sul já valeu ao técnico outra chance de dar um tapa com luva de pelica nos argentinos, quando na sexta-feira conseguiu ir para às oitavas com o Chile, o que não fez na Copa de 2002 com a Argentina.

O técnico estava há três anos sem exercer a função quando aceitou ir para o Chile, em agosto de 2007. O trabalho o colocou de volta entre os melhores do mundo.

A tarefa de classificar os chilenos para a África do Sul foi cumprida com êxito, em segundo lugar, depois do Brasil, após 12 anos de ausência do Chile na Copa.

O técnico argentino superou o fantasma da eliminação na primeira fase na África do Sul, pois a equipe chilena passou para as oitavas, apesar de perder por 2-1 para a Espanha, graças aos seis pontos que acumulou nas vitórias por 1 a 0 sobre Honduras e Suíça.

Dentro da delegação chilena o clima é mesmo de uma grande final. “Faremos o possível e o impossível para que (a Copa) não termine cedo para a gente”, declarou Bielsa, antes de começar a preparar os jogadores para o encontro.

“Historicamente (o Brasil) é uma seleção temível, e esta última versão conserva todos os atributos criativos do futebol do país e ainda tem agressividade e contundência”.

Os números confirmam a fala de Bielsa. Nos encontros entre os dois países, foram 46 vitorias e sete derrotas brasileiras. Os empates foram apenas 12.