O Pata Negra ? Restaurante, Bar e Café está funcionando há pouco tempo em Curitiba, com o objetivo de preencher a lacuna da cozinha espanhola na cidade. Até bem pouco tempo existia o Flamenco, que não resistiu. Fora isso, apenas o El Paellero Espanhol, que funciona no Centro Espanhol do Paraná e que trabalha apenas com reservas, sem a estrutura de um restaurante normal.
Como na Espanha, há tapas e pinchos, beliscos que podem servir de aperitivo ou de entrada. O mais significativo deles é o que dá o nome à casa, Pata negra, um presunto defumado mais do que especial, de sabor único, por conta das bolotas, frutas das quais os porcos se alimentam e que transformam o sabor da carne. Só experimentando para saber o que é.
Mas o tapeo também serve como entrada e aí apenas complementa o preço do prato principal, que ainda pode ser uma Tortilla tradicional (de batata e cebola), de presunto ou de camarão. Outra alternativa é o Sorrentino relleno, uma massa recheada servida com três opções de molho. E assim como fez concessão ao bufê (?os brasileiros não comem de pé, no balcão, como os espanhóis?), Aichinger também inseriu a carne bovina em seu cardápio, justificando a possibilidade de algum cliente em um grupo não abrir mão da carne vermelha. Para esses, um argentino Bife de Chorizo e tudo bem. Como sobremesa, Crema catalana, churros, rabanadas e peras ao vino.
Entre as alternativas de bebidas, a primeira sugestão é a sangria – bebida típica espanhola, feita com base numa mistura de vinho tinto, sumo de fruta e pedaços de fruta e açúcar. Há algumas marcas de cerveja e outras nem tantas de vinho, que são servidos em taças não adequadas, de vidro grosso, as mesmas da sangria.
O restaurante tem capacidade para 75 pessoas em seus três ambientes, mas peca por não dividir áreas específicas para fumantes e não-fumantes.
O futuro
Aberto em setembro de 2005, o Pata Negra tem a cozinha sob responsabilidade do chef Alexandre Rodriguez, ex-Casa Téo e Flamenco, dois restaurantes espanhóis já extintos em Curitiba. De acordo com Carlos Aichinger, o cardápio da casa costuma ser adequado às sugestões dos clientes e já está sendo viabilizada a inclusão de mais três novos pratos: paella nera e Calamares en su tinta, ambos tendo na tinta da lula a base, e outro com vieiras que estão sendo trazidas do Rio de Janeiro.
Novidade também será o horário de funcionamento. Após o Carnaval, a meta é abrir diariamente para almoço e emendar até a noite. Justificando o nome, receber durante toda a tarde, com atrativos para o café, alguns deles já constantes das sobremesas (como churros e rabanadas) e outros que ainda serão inseridos no cardápio, como ?sanduíche de miga?, típico argentino, com pão de forma sem casca e bem fino ? Aichinger trouxe uma forma especial da Argentina.
Serviço:
Pata Negra ? Restaurante, Bar e Café
Praça da Espanha, 23 – Batel
Fone: (41) 3233-8071.
Calamares en su tinta
Ingredientes:
1,8 kg de lulas inteiras
1/2 xícara de azeite de oliva
1 xícara de cebola picada
1/3 de xícara de salsinha picada
1 colher (chá) de sal
pimenta-do-reino (moída na hora, de preferência) a gosto
1 xícara de água fria
1 colheres (sopa) de farinha de trigo
Limpe as lulas, reservando cuidadosamente os saquinhos de tinta. Corte as lulas em anéis de 1 cm e deixe os tentáculos inteiros.
Numa frigideira grande, aqueça o azeite e refogue a cebola até murchar. Acrescente o alho, refogue mais 1 minuto e adicione as lulas e a salsinha. Mantendo fogo forte, mexa por 5 minutos.
Tempere com sal e pimenta. Tampe a frigideira e cozinhe lentamente por 20 minutos.
Enquanto isso, amasse os saquinhos de tinta sobre uma peneira. Despeje a água e esprema novamente. Junte a farinha de trigo e misture bem, até que não haja mais grumos.
Despeje a mistura da tinta sobre as lulas, mexendo sem parar até levantar fervura. Reduza o fogo e cozinhe por mais 5 minutos.
Retire do fogo e deixe descansar por mais 5 minutos, antes de servir.
Rendimento: 6 porções.