O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), afirmou hoje que as apurações das irregularidades pela Operação Pororoca, da Polícia Federal (PF), devem ser levadas até o fim e que eventuais culpados devem ser punidos. A lisura da administração pública, segundo ele, deve ser defendida, sob qualquer circunstância.

Jatene disse que o trabalho dos agentes também corre o risco de “cometer graves injustiças ao longo do processo de investigação”. Ele referiu-se à prisão do empresário e tesoureiro da campanha dele para o governo do Pará em 2002, Fernando Flexa Ribeiro (PSDB-PA), suplente do prefeito eleito de Belém, Duciomar Costa (PTB), no Senado. Ribeiro assume o mandato em 1.º de janeiro.

“Não conheço nada na história do empresário Flexa Ribeiro que leve à conclusão de que ele é um bandido e que como tal deva ser tratado”, afirmou o governador do Pará. Para Jatene a expectativa é de que tudo “não passe de um grande mal-entendido”.

As ações realizadas no País pela PF, resumiu, devem ser festejadas, mas é preciso também assegurar amplo, geral e absoluto direito de defesa aos envolvidos. “Minha expectativa é que o suplente do senador tenha condição de chegar ao Senado para defender os interesses do Pará.” O empresário e tesoureiro da campanha do governador do Pará em 2002 também foi incisivo, afirmando: “Nada vai me impedir de assumir o mandato.”
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