Japão tem interesse no álcool produzido no Brasil, diz Alckmin

O Japão está fazendo estudos avançados para acrescentar o etanol no combustível da frota de veículos do país e tem interesse no álcool produzido no Brasil. A informação foi dada hoje pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, depois de reunir-se com o premier japonês, Junichiro Koizumi.

“Está bastante maduro o interesse do Japão pelo etanol, pela nossa tecnologia. Nós somos o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo”, disse o governador. Segundo ele, o Japão estuda a possibilidade de misturar 3% de álcool à gasolina. “O Japão assinou o Protocolo de Kyoto, tem uma preocupação muito grande com o desenvolvimento sustentado, preservando o meio ambiente, e o álcool é uma energia limpa, verde, não-poluente”, explicou.

De acordo com o governador, os japoneses têm duas grandes preocupações em relação ao álcool: preço e abastecimento. Alkmin disse que as usinas brasileiras já se preparam para atender às exigências. “As usinas estão se unindo, montando uma estrutura para poder ter parceria com o Japão, garantindo preço e abastecimento. Temos condições de garantir esse abastecimento”, observou Alckmin.

Esta é a primeira visita do primeiro-ministro japonês ao Brasil. Koizumi lidera uma comitiva de empresários e autoridades, que vieram ao país discutir negócios e buscar intercâmbio nas áreas de energia e meio ambiente, além de manter contatos com a comunidade nipo-brasileira, para as comemorações do primeiro centenário do início da migração japonesa ao país.

O governador paulista lembrou que o Japão compra o petróleo que consome e os preços do produto e derivados estão cada vez mais altos no mercado internacional. Além disso, ressaltou que o estado de São Paulo é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo.

Na terça-feira (14), o premier e comitiva visitam fazendas e canaviais do interior paulista, com marcante presença japonesa. Hoje, Koizumi cumpriu extensa agenda, que incluiu visitas a instituições e marcos históricos da comunidade de origem japonesa na capital e ao rio Tietê, para o qual o governo japonês está financiando um programa de despoluição. À tarde, o primeiro-ministro viaja a Brasília, onde se reunirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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