A inflação medida pelo IPCA ficou em 0 17% em agosto, ante 0,25% em julho, segundo divulgou hoje o IBGE. Telefone, alimentos e combustíveis foram os principais responsáveis pela desaceleração da taxa de um mês para o outro. A variação ficou no intervalo das projeções dos analistas ouvidos pela Agência Estado (0,14% a 0,21%) e um pouco acima da mediana das previsões (0,16%). No ano, o IPCA acumula até agosto alta de 3,59% no ano, percentual inferior ao registrado no mesmo período de 2004 (5,14%). Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 6,02%, abaixo da taxa dos 12 meses imediatamente anteriores (6 57%).

Segundo o documento de divulgação do IBGE, o telefone fixo, responsável por mais da metade da taxa de julho em razão da aplicação do reajuste anual, foi um dos principais itens que contribuiu para a redução do índice de um mês para o outro, passando de 4,21% em julho para 1,15% em agosto. Os preços dos combustíveis também cresceram menos. O álcool, que vem subindo sob influência das cotações da cana-de-açúcar, teve 1,58% de variação, menos do que em julho (2,05%). Da mesma forma, a gasolina, acompanhando o comportamento do álcool utilizado em sua mistura, passou de 0,87% para 0,34%.

Pelo terceiro mês consecutivo, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou queda: de -0,67% em junho, chega a -0,77% em julho e passa para -0,73% em agosto. Nestes três meses, os alimentos acumulam queda de 2,15% e, no ano, o grupo apresenta variação de 0,80%.

Ainda segundo o IBGE, entre os itens que apresentaram crescimento na passagem de julho para agosto, os destaques foram empregados domésticos (1,86%), que teve a maior contribuição individual do mês (0,06 ponto percentual), e passagens aéreas (4 8%). Por causa da metodologia de cálculo utilizada, o aumento dos empregados domésticos é reflexo do reajuste do salário mínimo ocorrido em maio.

Outros itens tiveram taxas mais elevadas de um mês para o outro, com destaque para água e esgoto (de 0,21% para 2,39%), ônibus urbanos (de -0,22% para 0,36%) e intermunicipais (de 0 10% para 0,55%). O INPC, que mede a inflação para a camada de renda mais baixa da população, apresentou variação zero em agosto, ante 0,03% em julho. Como os alimentos têm peso maior na taxa, a variação é menor do que o IPCA, por causa da deflação nos produtos alimentícios. No ano, o INPC acumula alta de 3,31% e em 12 meses, de 5,01%.