O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,25% na semana até o dia 7 de outubro, ante elevação de 0,19% apurada no indicador até 30 de setembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa anunciada hoje ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,20% a 0,29%.

De acordo com a FGV, a aceleração na taxa do indicador foi impulsionada pelo fim da deflação em Alimentação (de -0,05% para 0,24%), na passagem do IPC-S de até 30 de setembro para o indicador de até 7 de outubro. Das sete classes de despesa que formam o indicador, três registraram fim de deflação ou aceleração de preços, no mesmo período. Além de Alimentação, é o caso de Despesas Diversas (de 0,47% para 0,63%) e Vestuário (de 0,70% para 1,07%).

Os outros grupos registraram desaceleração ou queda mais intensa de preços, como Habitação (de 0,33% para 0,26%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,34% para 0,33%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,16% para 0,15%); e Transportes (de -0,03% para -0,20%).

Por produtos, as altas mais expressivas, no IPC-S de até 7 de outubro, foram registradas nos preços de taxa de água e esgoto residencial (2,55%); tomate (22,32%) e limão (22,25%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em mamão da amazônia – papaia (-41,93%); manga (-10,73%) e cebola (-14,57%).