O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) de até 31 de maio registrou deflação de 0,19%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No IPC-S anterior, de até 22 de maio, o indicador registrou alta de 0,01%. A FGV informou que o IPC-S anunciado hoje foi a menor taxa registrada pelo indicador desde a segunda semana de setembro de 2005, quando o indicador ficou em -0,20%

De acordo com a FGV, a queda na taxa do indicador foi causada principalmente pela intensificação na deflação do grupo Alimentação (de -0,29% para -0,94%), na passagem do IPC-S de até 22 de maio para o indicador de até 31 de maio

Dos sete grupos que compõem o indicador, quatro registraram desaceleração ou queda mais intensa de preços, no mesmo período. Além de Alimentação, é o caso de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0 80% para 0,61%); Transportes (de -0,51% para -0,71%) e Despesas Diversas (de 0,17% para 0,04%). Outros dois grupos registraram aceleração ou queda menos intensa de preços, como Vestuário (de 0,45% para 0,53%) e Educação, Leitura e Recreação (de -0,49% para -0,29%), enquanto o grupo Habitação permaneceu com a mesma elevação registrada no IPC-S de até 22 de maio (0,26%).

Por produtos, as altas de preço mais expressivas, no IPC-S de até 31 de maio, foram registradas em empregada doméstica mensalista (5%); plano e seguro saúde (0,93%); e leite tipo longa vida (1,99%). Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em batata-inglesa (-14,44%); álcool combustível (-12 97%) e mamão da amazônia – papaya (-21,81%).

A taxa do IPC-S anunciada hoje é o mesmo resultado do Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna (IPC-DI) de maio, que será anunciado dentro do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) do mesmo mês, no dia 7 de junho. Todo o último IPC-S do mês terá sempre a mesma taxa do IPC-DI de igual mês de referência.