A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) caiu 0,32% no período encerrado em 7 de setembro, ante deflação de 0,44% no IPC-S anterior, de até 31 de agosto.
A taxa, anunciada, nesta quinta-feira, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou perto do teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que estimavam resultado entre -0,56% a -0,30%, e acima da mediana das expectativas (-0,39%).
Por apresentar deflação menos intensa, o IPC-S de até 7 de setembro interrompe uma seqüência de quatro semanas consecutivas de desacelerações nesse índice – sendo que, no indicadores de até 31 de agosto (-0,44%), e no IPC-S de até 22 de agosto (-0,33%), os resultados atingiram os níveis mais baixos da série histórica do IPC-S, iniciada em janeiro de 2003.
De acordo com a FGV, a taxa do IPC-S anunciada hoje foi influenciada pela deflação menos intensa no grupo Alimentação (de -1,57% para -1,36%) e pela aceleração de preços no grupo Habitação (de -0,02% para +0,11%). Dos sete grupos que compõem o IPC-S, cinco apresentaram aceleração de preços, e até queda menos intensa, na passagem do IPC-S de até 31 de agosto para o indicador de até 7 de setembro.
Além dos dois já citados é o caso de Vestuário (-1,09% para -0,67%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,35% para 0,38%) e Despesas Diversas (de -0,04% para -0,03%).
Os dois únicos grupos a registrarem recuo de preços no mesmo período foram Educação, Leitura e Recreação (de 0,22% para 0,15%) e Transportes (de +0,01% para -0,08%). Por produtos, as altas de preço mais expressivas foram apuradas em taxa de água e esgoto residencial (2,76%); plano e seguro saúde (0,93%); e limão (11,23%). Já as mais expressivas quedas de preço foram observadas em batata-inglesa (-18,51%); mamão da amazônia – papaya (-17,86%); tomate (-13,23%).