A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) ficou em
0,79% no período encerrado em 31 de maio, segundo informou há pouco a Fundação
Getúlio Vargas (FGV). No período anterior, de até 23 de maio, o IPC-S teve alta
de 0,99%. O resultado anunciado hoje ficou perto do piso das estimativas dos
analistas dos mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que apontavam
resultado entre 0,74% a 0,90%, com mediana das expectativas em 0,83%.
De
acordo com a FGV, foi o menor resultado nesse tipo de indicador desde a última
semana de março desse ano, quando a taxa apurada foi de 0,70%. Dos sete grupos
que compõem o IPC-S de até 31 de maio, todos apresentaram desaceleração de
preços, ante o IPC-S anterior. É o caso de Alimentação (de 1,24% para 1 01%);
Habitação (de 0,87% para 0,71%); Vestuário (de 2,46% para 2,21%); Saúde e
Cuidados Pessoais (de 1,30% para 1,05%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,09%
para 0,05%); Transportes (de 0,64% para 0,31%) e Despesas Diversas (de 0,55%
para 0,51%).
A FGV ressaltou que as maiores desacelerações ocorreram em
Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais e Alimentação. "Nas duas primeiras
classes de despesa, a diminuição da influência de preços administrados explica
as reduções nas taxas de variação", comentou a FGV, em comunicado.
Por
produtos, as altas de preço mais expressivas foram registradas em batata inglesa
(17,38%); tarifa de eletricidade residencial (2,45%) e tomate ( 21,78%). Já as
mais expressivas quedas de preço foram observadas em mamão da amazônia
(-17,90%); álcool combustível ( -3,38%) e manga ( -5,36%).