Estudos feitos recentemente mostram que há muitas empresas transnacionais com recursos abundantes para investir em vários lugares do mundo, com a ressalva mais que oportuna que esse dinheiro será direcionado para o investimento capaz de produzir riquezas, empregos, renda e impostos. O Brasil poderá ser um desses lugares privilegiados, embora precise sem demora tomar uma série de medidas que atraiam o investidor, ao invés de espantá-lo.
Quando um grande investidor transnacional planeja onde aplicar o dinheiro que tem em excesso, para continuar crescendo em outras plagas e, com isso, ajudar também o crescimento do país que o recebe, ele precisa estar ciente que não correrá riscos desnecessários. Sua pauta imediata será sempre a instabilidade financeira, volatilidade do preço do petróleo e matérias-primas, protecionismo do mercado interno, terrorismo e perspectiva do desempenho econômico.
De acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa em Economia Aplicada (Ipea), instituição que integra o núcleo planejador do setor socioeconômico, infelizmente o Brasil não desfruta posição das mais recomendáveis no universo da competição internacional, pela precariedade dos marcos regulatórios pelos quais os empresários da globalização procuram orientar a aplicação de seus capitais. Nesse particular, constituem motivo de grande preocupação e análise o reduzido crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a política cambial desfavorável ao setor de exportações.
A pesquisadora Luciana Acioly da Silva produziu um trabalho disponibilizado no site do Ipea sobre as estratégias usadas pelo governo para atrair investimentos produtivos do exterior, salientando a promoção internacional do País, fluxo de informações aos investidores potenciais e facilitação de negócios. Estão interligados nesse esforço o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a Casa Civil e a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
A inserção de todos os setores da economia brasileira no exterior e a atração de investimentos diretos estão consubstanciadas na Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Picte), aberta para projetos em biotecnologia, nanotecnologia e biomassa. Uma excelente aposta no futuro imediato.