O governo já prevê uma queda dos investimentos externos no setor agrícola para 2006. A avaliação é do ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, que espera que outros setores, como de construção civil, tenham pelo menos algum aumento no volume de investimentos

A previsão inicial do governo era de receber cerca de US$ 15 bilhões em investimentos vindos do exterior. Mas Furlan, que está em Berlim para reuniões com empresários alemães, reconhece que o governo está no momento recalculando essas previsões. "Estamos revendo os números", afirmou

Para Furlan, a queda de investimentos no agronegócio ocorre pelo menos por três fatores. Um deles seria a situação da safra, que não é favorável já há dois anos. O outro fator é a valorização do câmbio e, por fim, os preços em queda das commodities agrícolas

O ministro, porém, minimiza os efeitos das eleições na decisão dos empresários de investir no País. Mas para a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), não há como dissociar a eleição e as escolhas de investimentos. "A queda dos investimentos se dá por causa do período eleitoral, pelo fraco crescimento da economia, que levanta algumas dúvidas sobre o caminho da economia e pelas faltas de reformas. A tendência, portanto, é que empresas segurem os investimentos", afirmou Osvaldo Douat, diretor da CNI