São Paulo (AE) – O diretor da Associação dos Pilotos da Vasp (Apvasp) e membro do grupo de interventores, Areowaldo Panadés, afirmou hoje (10) que os interventores terão prazo de 60 dias para apresentar à Justiça o plano de recuperação da Vasp. O juiz Alexandre Lazzarini, titular da 1.ª Vara de Falência e Recuperação de Empresas de São Paulo, aceitou o pedido de recuperação judicial feito pela Vasp no dia 1.º de julho. Panadés declarou que o juiz ainda não deu a intimação final, mas isso não deve demorar. O prazo começa a contar a partir daí. Depois de apresentação do projeto, o juiz deve convocar um comitê de credores.

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Segundo Panadés, a Apvasp já tem contato com alguns investidores interessados em colocar a Vasp para operar novamente com transporte de carga e encomendas e com vôo charter (fretamento), mas não vai revelar nomes no momento. A companhia parou de operar em janeiro e a volta como transportadora regular de passageiros está descartada, por enquanto.

O plano de recuperação, segundo ele, deverá mostrar qual o volume de recursos financeiros necessário para colocar a companhia de pé novamente. Panadés disse que o dono da Vasp, Wagner Canhedo, não participa desse projeto. "Desconheço se ele tem um plano à parte". Panadés promete ser criterioso na escolha do investidor. "Não haverá aventureiros, como no passado".

Panadés declarou que a Vasp tem condições de voltar a operar a curto prazo com oito aeronaves. Ela tinha 31 quando o Departamento de Aviação Civil (DAC) cassou sua licença por motivos de segurança, em janeiro. No total, segundo o interventor, a Vasp ainda tem 25 aviões em condições de funcionar, já que seis aeronaves foram apreendidas ou estão com falta de peças. As aeronaves da companhia estão espalhadas pelo Brasil, estacionadas em São Paulo (Guarulhos e Congonhas), Recife, São Luís e Manaus.

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