Uma das áreas beneficiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será a informática e, por conseguinte, a atividade direcionada ao desenvolvimento de software deverá se expandir, por ter influência indireta no desempenho de muitos outros setores dependentes das novidades do sempre atualizado complexo eletrônico.

A indústria brasileira de software cresceu bastante nos últimos anos e está situada entre as dez mais importantes do mundo. Já em 2001, o Brasil ocupava o sétimo lugar com o faturamento de R$ 7,7 bilhões, dando empregos a 160 mil pessoas.

Ombreando-se com países de reconhecido sucesso na indústria do software – Índia, China, Irlanda e Israel – o Brasil peca quando a discussão adentra o terreno das exportações. São as empresas estrangeiras voltadas para o desenvolvimento de serviços de alto valor agregado e software-produto as responsáveis pela receita de vendas ao exterior.

Dentre os problemas, destaca-se a grande quantidade de empresas que sofre as conseqüências da fragilidade estrutural e, destarte, com a reduzida margem de competitividade com as mais organizadas. O segmento da produção de software de baixo valor agregado, onde predominam empresas de capital nacional, no entanto, foi o que mais cresceu. Seu faturamento médio anual é de R$ 6 bilhões, ou 61% do mercado total. Uma atividade que o governo deve olhar com maior interesse.