O Internacional será cauteloso contra o Libertad do Paraguai, hoje, às 21h45, no Beira-Rio, na decisão da vaga para a final da Taça Libertadores. Apesar de jogar em casa e contar com a força de 56 mil torcedores, o técnico Abel Braga quer evitar que o rival marque o primeiro gol, situação que colocaria seu time na obrigação de virar o placar. "Isso seria catastrófico", admite Abel, referindo-se ao desespero que poderia tomar conta de seus jogadores com o passar do tempo.

Como os gaúchos apostam que o Libertad virá retrancado e jogando nos contra-ataques, Abel Braga entende que o Internacional não deve dar espaços aos paraguaios. Ao mesmo tempo, terá de ter paciência até fazer o gol. Se o empate por 0 a 0 do primeiro jogo se repetir, a vaga será decidida nos pênaltis. Qualquer empate com gols classifica o Libertad. Ceará entra no lugar do lateral-direito Elder Granja, contundido.

A cautela colorada é justificável, já que o Olímpia, do Paraguai estragou 2 vezes festa gaúcha em Porto Alegre: em 1989, eliminou o Inter e em 2002 parou o Grêmio. Os jogos valiam vaga à final da Libertadores e foram decididos nos pênaltis.

Para chegar à inédita final da Taça Libertadores, sem precisar de pênaltis, o ataque do Libertad vai ter de funcionar. E os paraguaios prometem sufocar o Inter. "Não vamos jogar defensivamente", garante o volante Sergio Aquino. "Vamos pressioná-los", comentou.