"Em relação a acusações que teriam sido feitas por mim durante entrevista dada ao programa de Jô Soares, na segunda-feira, dia 5 de julho passado, sobre participação de deputados membros da CPMI dos Correios no esquema de pagamento do "mensalão", faço questão de esclarecer o seguinte:
1. Por um processo de associação, confundi a pergunta do Jô Soares, que se referia à CPMI, como sendo referente à Comissão de Ética, na qual depusera anteriormente. Assim, minha resposta sobre a inclusão de deputados da CPMI dos Correios no esquema do "mensalão" foi equivocada. Desconheço pessoalmente a participação direta de qualquer um dos membros dessa CPMI no citado esquema.
2. Referia-me na entrevista, isso sim, a alguns membros da Comissão de Ética, cujos nomes revelei quando do meu depoimento e que faço questão de reiterar – deputados Waldemar da Costa Neto, Bispo Rodrigues, Sandro Mabel e Pedro Henry.
3. Devo ressaltar, entretanto, que questiono a autoridade legal e moral e a capacidade de isenção para me julgar em qualquer foro,por parte de deputados dos partidos PP e PL, que se beneficiaram do pagamento do "mensalão". Por analogia rejeito a participação de deputados federais do PT nos plenários em que estou sendo inquirido, na tentativa afoita de preservar a imagem de seu partido ao preço de minha honra pessoal e da integridade do PTB.
4. Questiono ainda a isenção da senadora Ideli Salvatti, do PT, membro da mesma Executiva a quem acuso de fazer o pagamento do citado "mensalão" por meio de Delúbio Soares, com conhecimento de José Genoíno, Marcelo Sereno e Sílvio Pereira, além do ex-ministro José Dirceu.
Brasília, 7 de julho de 2005
Roberto Jefferson Deputado federal"


