O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que mede a inflação para as famílias que ganham até R$ 2.400 por mês ficou estável em agosto, depois de registrar alta de 0,03% em julho, conforme divulgou, nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, o INPC acumula alta de 3,31% e nos 12 meses encerrados em agosto, 5,01%. A menor taxa do índice foi registrada em Porto Alegre (-0,25%) e a maior em Belém (1,83%).

A gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, explicou que a estabilidade do INPC em agosto mostra que o poder de compra da classe de renda mais baixa foi mantido.

"Em agosto, os itens que exerceram pressão sobre a inflação, como salário dos empregados domésticos, passagens aéreas, telefone fixo e combustíveis não são importantes para as classes mais baixas. O peso maior na inflação para as famílias que ganham menos vem, principalmente, de alimentos, cujos preços caíram pelo terceiro mês consecutivo", acrescentou Eulina.

O índice é calculado IBGE com o objetivo de balizar os reajustes de salário. O universo de pesquisa são as pessoas que ganham de um a oito salários mínimos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. O período de coleta vai do primeiro ao último dia do mês de referência.