Infraero diz que atos de controladores e demanda criaram crise

A evolução excessiva da demanda e mobilização dos controladores de vôo após o acidente entre o Boeing da Gol e o jato Legacy, que matou 154 pessoas, foram os fatores principais da pior crise da aviação civil brasileira, que começou no ano passado. Essa é a visão que a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) inseriu no relatório de administração que abre a divulgação de suas demonstrações financeiras de 2006, divulgadas hoje no Diário Oficial da União.

Segundo a Infraero, a crise começou com o movimento dos controladores de tráfego, ligados ao departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) do Comando da Aeronáutica, que após o acidente exigiram melhorias no sistema, visando a mais investimentos. Os aeroportos sofreram com essa crise associada à excessiva demanda de passageiros em seus terminais, que cresceu o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) no período. Como os vôos não conseguiram vagas no espaço aéreo, os atrasos foram inevitáveis.

A empresa informa que, visando a minimizar os impactos da crise, adotou diversas medidas de contingência, como a divulgação intensiva de vôos em atraso, publicação de relatório periódico para a imprensa, reforço das equipes operacionais nos aeroportos afetados e participação no recém formado Gabinete de Administração da Crise e no grupo de trabalho criado para diagnosticar os problemas e propor soluções.

Para a Infraero, a crise foi ainda mais aguda no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que por operar perto do limite, tem pouca tolerância a "eventuais ineficiências do sistema". Como o aumento da demanda somou-se aos problemas na pista principal do aeroporto, especialmente de drenagem, "foram imprescindíveis as restrições ao atendimento do fluxo de aeronaves em vários momentos, causando atrasos no vôos".

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