A inflação medida entre 4 de abril a 3 de maio foi de 0,42%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas. O resultado revelou elevação de 0,14 ponto percentual na comparação com os 0,28% apurados anteriormente.

Segundo os economistas da FGV, o resultado foi influenciado pelas variações de preços observadas nos grupos Habitação e Alimentação, que subiram de 0,15% para 0,36%, e de 0,38% para 0,50%, respectivamente, respondendo juntos por 62% do resultado final.

Vestuário e Saúde e Cuidados Pessoais também contribuíram para o resultado do IPC-S. O primeiro grupo passou de 0,71% para 1,09% e o segundo de 0,75% para 0,91%. Já os grupos Despesas Diversas e Educação, Leitura e Recreação mostraram desaceleração em suas taxas, que caíram de 0,80% para 0,59% e de 0,31% para 0,15%. O grupo Transportes arrefeceu a deflação de 0,50% registrada na apuração passada, embora tenha permanecido com número negativo de 0,25%.

Entre as 12 capitais pesquisadas, a única que apresentou redução da inflação no varejo foi Belém (de 0,76% para 0,68%), enquanto três mantiveram-se estáveis: Florianópolis (0,86%), Porto Alegre (0,25%) e Recife (0,22%). As maiores acelerações no período foram observadas em Fortaleza (de 0,37% para 0,72%) e Salvador (de 0,30% para 0,65%), ambas da ordem de 0,35 ponto percentual.

O próximo IPC-S será divulgado pela FGV no dia 17.