A inflação no varejo medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) manteve a tendência de alta, registrando variação de 0,59% nos 30 dias compreendidos entre 18 de abril a 17 deste mês. A aceleração foi de 0,07 ponto percentual em comparação à apuração anterior.

O economista Salomão Quadros, da FGV, explicou que apesar de apresentarem queda de preços na comparação com a última pesquisa, os grupos Habitação e Saúde e Cuidados Pessoais, por seu peso, contribuíram junto com Alimentação por mais de 83% do IPC-S. Eles diminuíram a taxa de variação de 0,50% para 0,47% e de 1,04% para 0,96%, respectivamente, mas aliados à alta de 0,33 ponto percentual no grupo Alimentação, que passou de 0,55% pra 0,88%, impactaram no resultado final.

Salomão Quadros observou, entretanto, que o aumento não foi generalizado. Excetuando Alimentação e Transportes, cuja variação foi de 0,28%, contra 0,02% no IPC-S até 8 de maio, os 5 grupos de despesas restantes apresentaram desaceleração em suas taxas. Ele atribuiu o aumento do grupo Alimentação à alta apurada nos hortifrutigranjeiros, que considera porém passageira. Os índices seguintes poderão ainda ficar elevados, mas isso não constitui motivo de preocupação, assegurou Quadros.

Das 12 capitais pesquisadas, sete tiveram aceleração e cinco mostraram desaceleração da inflação. A maior taxa foi registrada em Curitiba (1,37%) e a menor em São Paulo (0,27%).