Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central concorda com a projeção do mercado financeiro, de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2007 também ficará abaixo do centro da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Só que em um patamar acima dos 3,14% do ano passado.

É o que revela a ata da reunião que o Copom realizou na última semana, divulgada hoje (1º) pelo Banco Central. O documento diz que a expectativa do mercado para uma inflação de 4,04% ?sugere a consolidação de um ambiente macroeconômico cada vez mais favorável em horizontes mais longos?.

Isso apesar da pressão, no momento, dos preços de alguns alimentos, de reajustes de matrículas e de material escolar, além de aumentos no transporte urbano em algumas capitais. Mas o colegiado de diretores do BC lembra que esses são movimentos "transitórios?, com perspectivas de menor inflação no segundo e terceiro trimestres do ano.

A ata também ressalta a expressiva queda dos preços internacionais do petróleo nas últimas semanas como fator de sustentação dos preços internos em diferentes setores da economia. Tanto que, a exemplo de 2006, prevê reajuste ?zero? para os preços da gasolina e do gás de bujão ao longo de 2007. Prevê, ainda, reajuste de 4,6% para as tarifas de eletricidade e 3,9% para telefonia.

O Copom reavaliou o comportamento do conjunto de preços administrados por contrato ou monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, educação, medicamentos, água, saneamento, transporte urbano e outros). Os dirigentes do BC acreditam que a projeção anterior para este ano, de reajustes acumulados de 4,8%, deve cair para 4,5%, em linha com a meta oficial e acima das previsões do mercado, que estimam 4% para os preços administrados, de acordo com o Boletim Focus da última segunda-feira (29).