Desde 2004, a inflação para a camada de renda mais baixa da população, com ganhos de 1 a 8 salários mínimos (faixa que tem acompanhamento pelo INPC) vem subindo menos do que o IPCA (de 1 a 40 salários mínimos) em termos acumulados. No primeiro bimestre, o INPC acumulou alta de 0,62%, ante 1% do IPCA. Em 2005, enquanto o IPCA subiu 5,69%, o INPC aumentou 5,05%. Em 2004, o IPCA ficou em 7,60% e o INPC, em 6 13%.

Desde o lançamento do Plano Real, em julho de 1994, a inflação acumulada pelo INPC também foi menor que o IPCA em 1995 1996, 1997, 1999 e 2000.

Em fevereiro, segundo a coordenadora do Sistema de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, o INPC (0,23%) ficou menor do que o IPCA (0,41%) porque o orçamento das famílias de renda mais baixa não sofre impacto do reajuste das mensalidades escolares, principal pressão sobre o IPCA no mês.