A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) foi de 0,69% em janeiro (semana até o dia 31), ante elevação de 0,82% apurada no indicador anterior, da semana até 22 de janeiro. A taxa anunciada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam um resultado entre 0,64% e 0,86%.

De acordo com a FGV, a desaceleração na taxa do IPC-S foi influenciada pela elevação de preços menos intensa no grupo Transportes (de 1,30% para 0,62%). Das sete classes de despesa que formam o índice, seis registraram desaceleração de preços ou queda mais intensa, no mesmo período. Além de Transportes, é o caso de Alimentação (de 1,52% para 1,44%); Habitação (de 0,23% para 0,19%); Vestuário (de -0,71% para -1,27%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,57% para 0,47%) e Despesas Diversas (de 0,32% para 0,05%). O único grupo a apresentar aceleração de preços foi o de Educação, Leitura e Recreação (de 1,65% para 2,10%).

Ao analisar a movimentação de preços por produtos, a FGV esclareceu que as altas mais expressivas no varejo, no âmbito do IPC-S até 31 de janeiro, foram apuradas no preço do tomate (33 01%), curso de ensino superior (3,69%) e curso de ensino fundamental (5,14%). Já as quedas mais significativas de preço foram registradas em passagem aérea (-11,92%); mamão papaia (-9 54%) e limão (-24,95%).