São Paulo ? A indústria é o setor que teve maior número de acordos e convenções coletivas firmados em 2005 que asseguram garantias às pessoas com deficiência. Quase metade (42,7%) das negociações nesse ramo de atividade tratou do assunto, seguido do setor de serviços (32,9%), comércio (15,8) e rural (11,1%).

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As informações constam de uma pesquisa divulgada ontem (15) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). O estudo analisou cláusulas trabalhistas de 204 categorias profissionais no ano passado.

De acordo com a pesquisa do Dieese, a contratação e garantia de emprego é o principal objeto de negociações coletivas sobre trabalhadores com deficiência. Mais de 65% dos dispositivos tratam exclusivamente dessa questão.

O Dieese ressalta, no entanto, que a maior parte dos acordos e convenções coletivas se reduz a apenas cumprir o que a lei determina sobre as cotas reservadas a essas pessoas em empresas. As outras negociações abordam o tema da não-discriminação na hora de contratar os trabalhadores, mas não define ferramentas para colocar isso em prática.

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Atualmente, há 24,6 milhões de deficientes no Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Constituição Federal de 1988 reconhece o direito dessas pessoas, assegurando que elas não sejam discriminadas no que se refere a salários e critérios de admissão. Além disso, determina reserva de vagas em cargos de empresas públicas.