O diretor indicado para ocupar a cadeira de Política Monetária do Banco Central, Mario Gomes Torós, defendeu o aumento das reservas internacionais. Segundo ele, as reservas do País contribuem substancialmente para a redução do risco Brasil. "A política de acumulação de ativos cambiais também contribui para reduzir a volatilidade do crescimento", afirmou Torós, durante sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Ele admitiu que o volume das reservas brasileiras ainda está em nível inferior, segundo certos critérios, ao de países de melhor classificação de risco que o Brasil.
Ao falar sobre política cambial, ele disse que a taxa de câmbio deve refletir os fundamentos econômicos do País. Na sua avaliação, o regime de câmbio flutuante permite mais rapidamente explicitar os preços relativos com os exterior. Dessa forma, disse ele, é um importante "amortecedor" de choques, reduzindo a volatilidade do Produto Interno Bruto (PIB) e da política monetária.
Ao falar sobre a adoção do regime de metas de inflação com flutuação cambial, Torós destacou que esse regime foi testado várias vezes e se mostrou capaz de absorver conjunturas locais e internacionais adversas, reduzindo os impactos sobre o crescimento econômico.
"Os regimes de meta de inflação e a flutuação cambial vêm sendo adotados em diversos países exatamente pela sua capacidade e flexibilidade de acomodar choques adversos na economia, minimizando os impactos no nível de atividade sem perder de vista o objetivo principal do BC, que é o controle da inflação", disse Torós. Ele disse que o Brasil tem um sistema de metas que pode ser considerado um modelo entre os sistemas já implantados.


