O Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em convênio com a Caixa Econômica Federal, registrou alta de 1,21% em fevereiro, mas recuou 0,63 ponto percentual em relação a janeiro, quando o índice ficou em 1,84%. O custo nacional por metro quadrado, em fevereiro, foi de R$ 412,60, também inferior aos R$ 407,65, registrados em janeiro. No ano, a alta foi de 3,07% e, nos últimos 12 meses, o acumulado registrou variação de 15,72%.

O custo nacional por metro quadrado é composto pela soma dos custos dos materiais e de mão-de-obra. Na composição do custo por metro quadrado de R$ 412,60, observado em fevereiro, R$ 243,49 foram relativos aos gastos com materiais e R$ 169,11 com mão-de-obra.

A pesquisa divulgada hoje pelo Instituto mostra que o Nordeste registrou a maior alta em fevereiro (1,42%), seguido pela região Norte (1,23%). No Sudeste, o resultado de 1,21% foi igual ao nacional. As regiões Sul (1,02%) e Centro-Oeste (1,01%) apresentaram índices praticamente iguais. No ano, o maior índice regional foi registrado no Nordeste (3,49%) e, nos últimos 12 meses, no Centro-Oeste (17,60%). O Norte apresentou os menores índices acumulados: 2,77% no ano e 13,80% em 12 meses.

Entre os estados, o maior índice foi registrado no Piauí (2,32%), refletindo ainda, segundo o IBGE, o dissídio salarial ocorrido em janeiro. Por outro lado, os estados que em fevereiro apresentaram os menores reajustes no custo da construção foram: Roraima (0,28%), Paraná (0,57%) e Amazonas (0,69%). Com relação ao índice acumulado no ano, as maiores altas foram no Piauí (6,91%), Maranhão (6,25%) e Rio Grande do Norte (4,19%). No acumulado dos últimos 12 meses, os maiores aumentos foram na Paraíba (22,12%), no Distrito Federal (20,56%) e no Mato Grosso (18,07%).