Os consumidores estão um pouco mais cautelosos na hora de realizar suas compras com cheques. É o que constata pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) pela Telecheque, empresa de avaliação de risco na concessão de crédito em cheques. Segundo a Telecheque, nos três primeiros meses de 2007, o índice de cheques sem fundos no varejo foi de 2,91%, contra o indicador de 2,93% registrado no mesmo período de 2006. A variação corresponde a uma queda de 0 68%.

Apesar de não ser um recuo expressivo, o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, considera que os consumidores brasileiros estão se programando mais na hora de realizar suas compras. "Depois do grande estouro do crédito nos últimos anos, quando os consumidores se perderam diante da facilidade de compra e acabaram por extrapolar sua capacidade de endividamento, agora, este mesmo consumidor tem buscado controlar melhor seus gastos e recuperar o equilíbrio de suas finanças", afirmou ele, em comunicado.

Cheques fraudados

O volume de cheques fraudados também registrou comportamento de baixa no primeiro trimestre deste ano. De acordo com a Telecheque, de janeiro a março de 2006 o índice de fraudes foi de 0,22%, recuando para 0,16% em 2007, o que corresponde a uma baixa de 27,27%.

O número de cheques roubados caiu 21,43%. Segundo o levantamento o prejuízo financeiro dos lojistas com cheques roubados representou 0,11% do total das transações efetuadas no varejo entre janeiro a março de 2007, enquanto no primeiro trimestre do ano passado ficou em 0,14%.

Com indicador de 0,46% no primeiro trimestre deste ano, o volume de cheques sustados também recuou. Neste caso, a baixa foi de 4 17% na comparação com o primeiro trimestre de 2006, quando o índice foi de 0,48%.

Parcelamento

Apesar do recuo de 1,48% nos três primeiros meses do ano, com relação ao mesmo período de 2006, a pesquisa mostra que os consumidores continuam optando pela modalidade de parcelamento em cheques na hora de realizarem suas compras. Segundo a Telecheque, o parcelamento representou 70,58% do total das transações no primeiro trimestre de 2007.