A inadimplência das empresas no País apresentou elevação de 12 3% no primeiro semestre de 2006, em relação aos primeiros seis meses do ano passado. A informação foi divulgada hoje pela Serasa, que constatou, em junho, comportamentos opostos nas comparações feitas com igual mês do ano passado e maio deste ano com variações de 1,9% e -10,4%, respectivamente.

Na avaliação da Serasa, o "expressivo crescimento" do indicador de inadimplência no primeiro semestre foi motivado pelo aumento do crédito, do alto custo financeiro e da valorização do real. "O comportamento do câmbio reduziu a rentabilidade das empresas exportadoras, em relação ao ano passado, dificultando o cumprimento do fluxo de caixa", avaliaram os técnicos da companhia de análise de crédito.

Outro fator que contribuiu para este movimento de alta foi, de acordo com a Serasa, a expansão da inadimplência dos consumidores, que prejudicou o desempenho das empresas, principalmente daquelas que concedem crédito sem metodologia adequada. A companhia ressaltou, no entanto, que a elevação do indicador em junho sobre igual mês de 2005, foi "bastante inferior aos acréscimos registrados nos meses anteriores".

Quanto ao recuo de 10,4%, verificado entre maio e junho de 2006, os técnicos da Serasa destacaram que este comportamento decorreu do menor número de dias úteis em relação a maio, mês que havia apresentado alta de 16,6% na inadimplência sobre abril deste ano.

A Serasa informou que, entre as modalidades pesquisadas, os títulos protestados mantiveram a liderança no ranking da inadimplência de pessoa jurídica no último mês do semestre, com participação de 40,4% ante os 40,8% de junho de 2005, e com valor médio de R$ 1.385,75 das anotações negativas nos primeiros seis meses de 2006. O segundo índice em representatividade das empresas foi o dos cheques sem fundos, que aumentou de 39,2%, em junho de 2005, para 40%, no mês passado, com valor médio de R$ 1.254,36.