O valor das importações brasileiras deve ultrapassar os US$ 100 bilhões em 2007, mais que o dobro verificado durante o primeiro ano (2003) da gestão anterior de Luiz Inácio Lula da Silva, quando as compras no exterior somaram US$ 48,3 bilhões.

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A estimativa é da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), para quem não haverá surpresa se esse número chegar a US$ 110 bilhões no final do exercício, tendo em vista a tendência crescente de substituir produto nacional por produto acabado adquirido no estrangeiro.

A causa principal da opção é a política de valorização do real frente à moeda norte-americana, além da gradativa expansão do mercado interno e do inegável impacto causado pela China no mercado internacional.

Grande parte das empresas importadoras está comprando matérias-primas antes adquiridas no mercado interno, em regime de ?drawback?, ou seja, com o compromisso de continuar exportando parte da produção de manufaturados. A AEB relata que, somente no primeiro bimestre do ano, 15,8 mil empresas tiveram atuação no mercado de importações.

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Destarte, fabricantes de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, material de construção, confecções e calçados trazem produtos industrializados na China para revender com marca brasileira. Em detrimento de empregos formais no País.