IGP-M deve subir mais em junho, prevê FGV

O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, afirmou nesta quarta-feira (30) à Agência Estado que há poucas chances de o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) continuar próximo da estabilidade no mês de junho. Segundo ele, as variações de 0,04%, verificadas em abril e no mês seguinte, não deverão se repetir, por conta de alguns movimentos localizados.

De acordo com Quadros, fatores, como um enfraquecimento da queda dos preços agrícolas do atacado e uma pressão maior dos reajustes à mão-de-obra da construção civil, poderão trazer variações um pouco maiores em junho para o indicador geral. Tais contribuições positivas deverão aparecer no Índice de Preços ao Atacado (IPA), que representa 60% do resultado do IGP-M, e no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do resultado total.

"Um resultado para o IGP-M tão próximo de zero, como o observado em abril e maio, é pouco provável em junho", comentou Quadros. "Tudo porque a contribuição, principalmente dos in natura em queda, deve diminuir no atacado. Além disso, há uma concentração de reajustes na construção civil, que devem aparecer até com mais força no INCC. Isto, inclusive, poderá ser um dos destaques em junho", acrescentou, sem definir uma projeção exata para o IGP-M do próximo mês.

Cenário tranqüilo

Apesar desta informação, Quadros fez questão de salientar que a inflação continua a apresentar um cenário bastante favorável. Ele manteve hoje a expectativa de que o IGP-M fique próximo a 4% no final de 2007. "Isso já pode ser observado no indicador acumulado de 12 meses", disse, referindo-se à variação do índice geral no período, que passou de 4,75% em abril para 4,40% em maio. "Deve continuar em desaceleração e chegar próximo dos 4%", frisou.

Nesta quarta-feira, a FGV informou que o IGP-M subiu 0,04% em maio. Esta foi a menor variação nesse tipo de indicador desde abril do ano passado, quando o IGP-M caiu 0,42%. Até maio, o índice acumula elevação de 1,20% no ano.

A instituição anunciou ainda os resultados de maio dos três indicadores que compõem o índice geral. O IPA teve queda de 0 09% ante deflação de 0,14% em abril. O IPC, que tem participação de 30% na formação da taxa do IGP-M, apresentou aumento de 0,20% em maio, ante avanço de 0,37% em abril. Já o INCC registrou alta de 0,55% em maio, ante elevação de 0,43% em abril.

Entre as maiores influências de alta no IPA, o destaque foi o leite in natura (6,64%). Entre as quedas, ficou o tomate, com redução de 40,61% nos preços. No IPC, o destaque de alta foi o leite longa vida (6,15%) e o de baixa também foi o tomate (-34 18%). No INCC, a maior contribuição de alta ficou por conta do preço médio do aço (CA-50 e CA-60), com variação de 2,05%. Quanto às baixas, a FGV citou os preços dos metais para instalações hidráulicas, com 0,55% de redução.

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