A organização internacional Human Rights Watch divulgou seu relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no Brasil e, mais uma vez, proclamou que a impunidade continua sendo o principal obstáculo ao avanço dos mecanismos de proteção do indivíduo e da sociedade.

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Mesmo reconhecendo e enaltecendo o esforço do governo no sentido de extirpar da vida nacional os freqüentes abusos contra os direitos humanos, infelizmente não se percebe o mesmo interesse na hora de apontar os responsáveis por essas práticas condenáveis. Além disso, o relatório destaca que as violações raramente são investigadas com rigor.

Outro exemplo dessa dificuldade, segundo a HRW, é que apesar da emenda aprovada em 2004 ter transferido os delitos contra os direitos humanos para a esfera federal de julgamento, a solicitação deve partir da Procuradoria Geral da República caso receba autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

No conturbado rol de agressões aos direitos humanos, o documento se referiu aos confrontos entre gangues e policiais, geralmente com a demonstração de força por parte do aparato policial e a ocorrência de ?execuções extrajudiciais? de suspeitos provavelmente inocentes, na avaliação da organização não governamental. Em São Paulo, a Polícia matou 201 pessoas no primeiro semestre de 2007, ao passo que no mesmo período 15 policiais foram mortos em serviço.

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Também foram citados os problemas crônicos do sistema prisional brasileiro, com a superlotação das celas, as condições subumanas em que vivem os presos, as rebeliões e as execuções sumárias.

Para fechar o iníquo relatório, a HRW menciona a mazela persistente do trabalho escravo em determinadas regiões rurais. Nesse campo, o Brasil ainda está na idade da pedra.

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