O IBGE divulgou nesta segunda-feira (09) mais uma estimativa da produção agrícola brasileira e aponta que o Paraná se destaca como um dos Estados onde a produção de milho da segunda safra mais cresceu. Segundo o novo levantamento, a produção paranaense de milho aumentou em 66,4%, comparada à do ano passado. Pesquisa do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura revela um aumento um pouco maior: 74%.
 
?A nossa estimativa preliminar para 2006 aponta uma produção paranaense de 3,53 milhões de toneladas de milho. No ano passado, produzimos 2,03 milhões de toneladas?, explica o secretário da Agricultura, Newton Pohl Ribas. ?Apesar das adversidades climáticas, estamos produzindo mais?, destaca.

A expectativa para 2006 é que sejam produzidas no Brasil 116,5 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. A nova estimativa é 0,76% menor que a divulgada em agosto, que foi de 117,4 milhões de toneladas. Se os novos números do IBGE se confirmarem, a produção deste ano deve ser 3,53% superior à de 2005, quando o País colheu 112,5 milhões de toneladas.

No levantamento nacional, o milho e a soja apresentaram, em valores absolutos, os maiores aumentos de produção em relação a 2005. O incremento na produção do milho da primeira safra é de 15,92% e o da segunda safra é de 33,08%. Já a produção da soja cresceu 2,43%. Ambos os produtos são responsáveis por 80% da safra nacional de grãos. 

O levantamento também aponta que, em 2006, a área plantada no País é de 45,6 milhões de hectares. O IBGE informou que, em setembro, foi verificada uma diminuição de 4,11% em relação à área cultivada em 2005. Essa redução foi verificada, principalmente, nos cultivos de arroz, soja e trigo. No caso do trigo, estima-se uma colheita de 2,55 milhões de toneladas, o que demonstra uma queda na produção de 45,10% em relação ao ano passado.

De acordo com o levantamento do Instituto, o Sul do País deve produzir 48,63 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. Com isso, a região será responsável por 41,73% da produção nacional. Já o Centro-Oeste responderá por 33,50%; o Sudeste, por 13,56%; o Nordeste, por 8,33% e o Norte por 2,88% da produção agrícola brasileira.