IBGE informa que petróleo puxou para baixo produção industrial

As paralisações técnicas ocorridas em plataformas de petróleo em janeiro levaram a uma queda de 4,7% na produção do segmento de refino de petróleo e álcool no mês em relação a dezembro, puxando para baixo o resultado da indústria no início deste ano. "A produção (da indústria em geral) não caiu ante dezembro por causa das paralisações (nas plataformas), mas foi um efeito importante. O resultado seria melhor do que a variação de -0,3% se não houvesse esse efeito, mas não sei se a queda seria anulada", afirmou o coordenador de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Silvio Sales.

O recuo na produção desse segmento foi o principal impacto negativo para o desempenho industrial em janeiro em relação ao mês anterior, com efeito nos dados, nessa base de comparação, das categorias de bens intermediários (-0,3%) e de bens de consumo semi e não duráveis (também -0,3%).

Sales explicou que uma série de segmentos vinculados à produção de petróleo mostraram baixa na produção da indústria em janeiro ante dezembro. No caso dos bens intermediários, os recuos ocorreram em combustíveis e lubrificantes elaborados (-2,5%) e em combustíveis e lubrificantes básicos (-2,5%). No que diz respeito aos semi duráveis, a queda ocorreu em carburantes (-6,8%), grupo que inclui álcool e gasolina, mas cuja baixa foi verificada na gasolina.

A produção de refino de petróleo e produção de álcool apresentou redução também em relação a janeiro de 2006 (-5,6%), sendo o segundo principal impacto negativo nessa base de comparação. O recuo foi puxado por gasolina e diesel.

O coordenador diz que é possível que tenha algum efeito, nessa baixa, da racionalização de consumo ou importações nos resultados de produção de petróleo ou de carburantes, mas salientou que o principal impacto para o recuo é, sem dúvida, das paralisações de plataformas. Segundo ele, sem a diminuição neste segmento, a produção de bens intermediários em janeiro ante janeiro de 2006 cresceria 3,6%, e não os 3,2% que aumentou no período.

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