Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) fizeram, na manhã desta segunda-feira (17), novas coletas de água no córrego onde houve vazamento ocasionado pela Usina de Xisto da Petrobrás, em São Mateus do Sul. O procedimento faz parte das atividades de monitoramento realizado pelo Instituto em casos de acidentes ambientais.

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No sábado (15), cerca de 30 mil litros de água utilizada no processo de produção da usina vazaram no córrego Canoa, que deságua no Rio Iguaçu. O vazamento foi contido no mesmo dia e pouca quantidade do líquido atingiu o rio.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e presidente do IAP, Rasca Rodrigues, as primeiras informações apontavam a presença de cressol, amônia e sulfeto na água. Essas substâncias químicas, dependendo de fatores como quantidade e concentração e da também vazão do rio, podem se tornar tóxicas aos organismos aquáticos. ?Iremos confirmar as substâncias com o resultado das análises, para mensurar o dano ambiental causado?, disse Rasca. O resultado sai em 15 dias.

Durante o fim de semana, o IAP auxiliou na identificação da origem do vazamento. ?Em princípio houve um ?escape? de água da chuva acumulada em um tanque de tratamento de água da usina, que atingiu o sistema de drenagem pluvial e, por fim, alcançou o córrego Canoa?, descreveu Rasca.

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Os técnicos do Instituto orientaram a contenção do vazamento e fizeram coletas de água em três pontos do rio ? abaixo, acima e no local do vazamento. Não foram encontrados peixes mortos. Também foi solicitado à Petrobras que monitorasse a qualidade da água no córrego e no rio, e encaminhasse os resultados para o órgão ambiental.